• Argentina
  • Bolívia
  • Brasil
  • Chile
  • Colômbia
  • Costa Rica
  • Cuba
  • Equador
  • El Salvador
  • Guatemala
  • Honduras
  • México
  • Nicarágua
  • Panamá
  • Paraguai
  • Peru
  • República Dominicana
  • Uruguai
  • Venezuela
Arquivo de Notícias

Editorial junho 2009
05/06/2009,16h:06m
 
Cristina Kirchner, presidente da Argentina, enfrentará neste mês a difícil disputa nas eleições que renovarão metade da Câmara e um terço do Senado. Sob uma má fase econômica, a presidente busca apoio político fundamental à governabilidade. Assim, adiantou em quatro meses as eleições e, estrategicamente, lançou o bloco dos Kirchner: seu marido Nestor Kirchner (ex-presidente), além de Daniel Scioli (governador da província de Buenos Aires) e Sergio Massa (chefe do gabinete de Crisitna). Para obter o apoio da população, tentou encantar a classe média ao anunciar linhas de financiamento para compra da casa própria, a um mês das eleições. Foi pouco, porque os últimos dias não têm sido fáceis: depois de receber Hugo Chávez, da Venezuela em sua residência, Cristina teve que engolir a nacionalização (pela Venezuela) de empresas do grupo Techint: a Tubos e Aços da Venezuela (Tavsa); Materiais Siderúrgicos (Matesi) e o Complexo Siderúrgico Guayana (Comsigua). A ação venezuelana gerou desconforto e desconfiança por parte da população sobre a real capacidade do governo em zelar por suas indústrias e pela escolha dos parceiros comerciais. A cereja do bolo foi a frase de Chávez a Lula, captada sem querer, de que somente não nacionalizará empresas brasileiras. Imediatamente a Argentina pediu explicações e, no diz-que-diz-que, Chávez fez o de sempre: jogou a batata quente ao seu corpo diplomático, que precisa sempre acalmar o mundo depois dos arroubos verbais de seu presidente. (Participe da enquete do mês sobre Chávez e o BNDES). Para piorar, a Universidad Católica Argentina (UCA), divulgou estudo que escancarou a piora da competitividade argentina. De um total de 57 países estudados, e utilizando 301 diferentes critérios mensuráveis, o estudo avaliou quatro fatores de produtividade: desempenho econômico, eficiência governamental, eficiência empresarial e infra-estrutura. Com base nos dados, a UCA elaborou Anuario 2009 de Competitividad Mundial, no qual a Argentina cai três pontos em relação ao último ranking, de 2008. Tanto em eficiência governamental como empresarial, a Argentina se coloca em última posição (Veja a matéria completa publicada pelo La Nacion, divulgada em Colunas, neste Portal). Parece que o consolo vem do Brasil: apesar da queda de 36% no comércio bilateral neste ano e o crescente protecionismo argentino, as concessões são predominantemente brasileiras que limitou suas exportações em autopeças e no setor de papel e celulose e agora estuda novas limitações em móveis e calçados. Temos que aguardar para saber o que a população argentina está achando de tudo isso. Dia 28 está aí!
 
Página 1 [1]
  • banner_america_latina

© Copyright 2007 / 2007 - Todos os Direitos Reservados