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Relações Internacionais
Brasil rejeita exclusão argentina do G-20

 

Valor, 25/04/2012.

Uma campanha de deputados conservadores europeus para a União Europeia pressionar pela expulsão da Argentina do G-20, espécie de diretório econômico do planeta, não tem chance de prosperar, avaliam importantes fontes da governança mundial.

A avaliação é que o Brasil, que quis os argentinos no grupo, seria o primeiro país a se opor à sua saída. "Os argentinos até agora davam o tom duro e faziam o jogo do Brasil, que se escondia atrás do vizinho. Agora, a situação preocupante é que o tom da Argentina e do Brasil é parecido em comércio protecionista", comentou uma alta fonte, à margem da conferência ministerial da Unctad, em Doha.

Na recente reunião de ministros de comércio do G-20, em Puerto Vallarta (México), após a expropriação da Repsol na YPF, não houve qualquer menção em excluir a Argentina. Alguns jornais publicaram que o Reino Unido, também irritado com o contencioso das Malvinas, poderia fazer a proposta. "Não houve sequer comentário informal, nem fora da sala da conferência", disse uma fonte.

Porém, não passou despercebido o fato de que a presidente Cristina Kirchner decretou a expropriação em meio às especulações de que a Repsol venderia sua participação na YPF a um grupo chinês.

No Parlamento europeu, deputados do grupo conservador insistem em proposta para a UE forçar a expulsão da Argentina do G-20, como também propõem outras pressões. O deputado britânico Martin Callanan enviou carta à representante de relações externas da UE, Catherine Ashton, insistindo que a Argentina deve bilhões de dólares a credores privados. E o Banco Mundial está emprestando mais de US$ 5 bilhões a Buenos Aires, mesmo com a recusa argentina de "honrar" uma decisão de arbitragem de um orgão do banco. Ele reclama ainda que a Argentina continua a recusar que o Fundo Monetário Internacional revise suas contas. Isso e as políticas de nacionalismo e controle de preços "são contrárias aos princípios de um bloco aberto do G-20".

Ele nota que os EUA já impuseram sanção contra a Argentina por causa dos atrasos no pagamento da dívida de US$ 6 bilhões a países-membros do Clube de Paris.

A expectativa na cena comercial é que a UE denunciará a Argentina na Organização Mundial do Comércio (OMC) em breve, mas não com enfoque na expropriação. A motivação pode ser essa, mas o alvo é um conjunto de medidas comerciais, como licença não automática de importações, que estaria bloqueando importações.

Em Doha, ontem, o diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, examinou durante todo o dia com ministros de vários países o futuro das negociações comerciais. A constatação é que o impasse continua e as barreiras não tarifárias aumentam nas trocas globais. (A.M.)

 
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