Equador, Cuba e Venezuela trabalharão juntos por eficiência energética
Representantes do Equador, Cuba e Venezuela trabalharão na próxima semana na cidade equatoriana de Cuenca para melhorar a eficiência energética e trocar conhecimentos e experiências sobre o manejo de recursos naturais.
O fórum internacional de Eficiência Energética, que será realizado na próxima quarta-feira, contará com a presença do ministro equatoriano de Recursos Naturais Não Renováveis, Germánico Pinto, o gerente geral da companhia petrolífera venezuelana PDVSA, Juan Ramón Arias e o representante da Indústria Básica de Cuba Roberto González.
Também participarão o presidente do Plano de Soberania Energética do Equador, Juan Pablo Serrano, cuja instituição auspicia o encontro, assim como o ministro de Eletricidade, Miguel Calahorrano, e a ministra coordenadora de Patrimônio, María Fernanda Espinosa.
Entre os temas principais que serão tratados no fórum destaca-se a revolução energética cubana, a eficiência energética e o manejo soberano dos recursos naturais, o desenvolvimento tecnológico e de alternativas na geração energética visando à sustentabilidade e experiências bem-sucedidas no setor termoelétrico.
A Venezuela comprará da empresa americana General Electric (GE) usinas termelétricas de 880 megawatts (MW), e estuda outras ofertas de fornecimento elétrico, inclusive da Colômbia, para aliviar a grave crise energética do setor, informou Chávez.
“Estamos trazendo algumas máquinas da General Electric”, que até junho fornecerão 440 MW, explicou Chávez em um conselho de ministros.
“Agora a General Electric fez uma nova oferta de duplicar esta capacidade, e nós dissemos ‘yes, sir’. Já dei o sinal verde para minha equipe elétrica, de alta voltagem, para que procedam”, acrescentou.
No começo de janeiro, o ministro das Minas e Energia, Rodolfo Sanz, havia anunciado uma primeira compra de 44 MW, que serão distribuidos para as estatais Sidor (aço) e Venalum (alumínio), com um investimento de 227.000 dólares.
Chávez também confirmou que seu governo analisa uma oferta feita pela Colômbia, que há uma semana enviou à Venezuela uma proposta para retomar o fornecimento elétrico, suspenso em setembro por ordem do presidente.
“Se a empresa colombiana que gera energia elétrica tem um excedente de energia elétrica e oferece vender para nós (…), e isso nos interessa, nós compramos. Não temos nenhum problema”, justificou Chávez, que nos últimos meses suspendeu a importação de vários produtos da Colômbia.
O governo da Venezuela estuda ainda a compra de outras usinas da GE e da alemã Siemens, que engordariam o sistema elétrico nacional em 832 MW.
Com agências Data de publicação: 20.02.2010 Vermelho.org, 22.02.2010
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