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Drogas e Laboratório
Brasil e seis países criam rede de banco de tumor latino-americana

Objetivo é estudar a "regionalização" dos cânceres e personalizar tratamentos

Representantes do Brasil e de mais seis países da América Latina, além da Itália, consolidaram anteontem a criação da Rede Latino-Americana de Bancos de Tumores, que terá como objetivo estudar os diversos tipos de câncer e desenvolver novas tecnologias, drogas e estratégias para o controle da doença com foco nas características genéticas dos países. A expectativa é que todos estejam interligados em 2009.

Os primeiros países a integrar a parceria são México, Cuba, Equador, Uruguai, Colômbia e Venezuela. De acordo com José Cláudio Casali, diretor-médico do Banco Nacional de Tumor e DNA do Inca (Instituto Nacional de Câncer), o Brasil será o gerenciador do sistema.

Uma das principais vantagens de um banco latino-americano de tumores é a possibilidade de estudar características "regionalizadas" dos cânceres. "O câncer de mama, por exemplo, tem maior incidência no Sul e Sudeste. O de estômago acontece mais no Norte. É possível que existam fatores de predisposição, e a rede vai permitir estudar isso", diz Casali.

Todos os países interligados vão usar os mesmos protocolos e padronizar as formas de coleta e de armazenamento dos tumores para manter um padrão de qualidade e facilitar o intercâmbio de amostras, que acontecerá gratuitamente.

Hoje, o Brasil possui três grandes bancos de tumor. O maior tem 19 mil amostras e fica no Hospital do Câncer de Barretos. Em seguida está o banco do A.C. Camargo, em São Paulo, que possui 13 mil amostras e, por último, o do Inca, que tem 7.000.

Há dois meses, o A.C. Camargo e o hospital de Barretos assinaram um convênio que os transformou no maior banco de tumores da América Latina, com 32 mil amostras.

"Há muito tempo estamos envolvidos em pesquisas sobre câncer e queremos entender, por exemplo, por que um paciente não responde a determinado tratamento ou por que a doença dele evolui de forma diferente. E isso é possível quando fazemos as pesquisas e encontramos tratamentos cada vez mais personalizados", disse o médico patologista Antônio Hugo Froer, coordenador do banco do A.C. Camargo, que existe desde 1997.

Fernanda Bassette
Folha de São Paulo, 11/12/2008.

 
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