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Votorantim busca novas minas nas Américas

Valor, 21/05/2008.

Votorantim busca novas minas nas Américas
Ivo Ribeiro

Um dia ele está no noroeste do Mato Grosso, a quase mil km de Cuiabá, supervisionando equipes de trabalho em Aripuanã; num outro, na região central da Colômbia, onde se busca cobre, zinco e chumbo, ou em algum lugar do Peru. Essa é, há vários anos, a nada glamourosa rotina do diretor de exploração mineral da Votorantim Metais, Jones Belther. "Nosso eixo de prioridade de atuação é as Américas", afirma. Sob seu comando está um orçamento de R$ 150 milhões para 2008 - o maior de todos os tempos da empresa - e uma equipe de cerca de 100 pessoas, das quais mais de 60 geólogos, que cresce continuamente.
Em 2004, quando esse departamento foi criado na holding de metais do grupo Votorantim, a verba era de R$ 17,7 milhões. No ano passado, foram R$ 100 milhões. A VM tem o segundo maior orçamento do país - só perde para a Vale do Rio Doce. Do total, 70% são aplicados no Brasil, na busca de novas reservas de zinco, níquel, chumbo e cobre, mas em 2009 o peso de outros países da América Latina e de Canadá deve se igualar ao brasileiro, ou até suplantá-lo.
"Com a recente entrada no Canadá, já estamos em sete países nas Américas", diz o geólogo Belther, 40 anos, formado e com especialização pela Unesp, em Rio Claro (SP). A VM acaba de inaugurar um escritório em Toronto. "Lá, há ainda muita coisa em zinco, principalmente, a se explorar", afirma o diretor, que entrou para os quadros da Votorantim em 2004. A estratégia da VM no Canadá será efetivar parcerias com várias empresas locais, donas de reservas ainda pouco ou quase nada exploradas.
Ao todo, na carteira constam 68 projetos de exploração nos sete país - do Canadá e México à Argentina, países onde entrou mais recentemente. A maior concentração de pesquisas está no Brasil, Peru, Colômbia e Bolívia. Os investimentos alocados visam encontrar prioritariamente novas jazidas de níquel e zinco, principais produtos da VM hoje, mas também de cobre e chumbo, além de carvão e minério de ferro, uma vez que é produtora de aços longos no Brasil, Colômbia e Argentina e estas duas matérias-primas valorizaram-se assustadoramente nos cinco últimos anos.
A escalada da demanda mundial, puxada pela China e outros países emergentes, levou a uma outra, a dos preços das commodites metálicas, as quais alcançaram cotações históricas desde meados de 2003. "A meu ver, há um superciclo das commodities que deve durar até pelo menos 2012", afirma Belther, que garante não ter visto nada igual, em sua experiência no setor, desde o início da década de 90.
Com a oferta apertada e os preços dos metais nas alturas - o níquel chegou a US$ 55 mil a toneladas -, bem como de outras matérias-primas minerais - o minério de ferro já atingiu US$ 200 a tonelada no mercado à vista e o carvão subiu neste ano mais de 200% -, todo mundo saiu em busca de novas reservas. Por isso, o orçamento mundial das empresas em exploração mineral (pesquisa de novas áreas) mais que quintuplicou desde 2002 - de US$ 1,9 bilhão naquele ano para US$ 10,9 bilhões em 2007.
Belther informa que os custos de exploração e de implantação dos projetos estão cada vez mais caros. Vários fatores explicam isso, aponta ele. As reservas estão em locais mais remotos e cada vez mais profundas no subsolo e com teores metálicos dos depósitos mais pobres. Esse último ponto requer movimentação e processamento de rocha e estéril maiores para se obter as mesmas quantidades. "Por isso, os preços dificilmente deverão retornar aos níveis de antes", afirma.
No Brasil, a empresa concentra esforços de pesquisa em vários Estados, entre eles Mato Grosso, Pará, Goiás e Bahia. Da reserva de zinco de Aripuanã, em parceria com a Karmin Resources (30%), espera definir, em algum tempo, uma mina com potencial de produzir até 50 mil toneladas de zinco, além de chumbo e cobre. Em Montes Claros de Goiás, estudos de viabilidade podem apontar uma importante reserva que poderá gerar mais de 10 mil toneladas de níquel contido em ferro-níquel. Está no oeste de Goiás, em Iporá.
Recentemente, a VM adquiriu três áreas de níquel da chilena Codelco, líder mundial em cobre, no sul do Pará. Os dados preliminares apontam potencial de reservas para se tornar uma mina de classe. "Em três anos teremos uma visão clara desses depósitos e no horizonte de seis já poderemos ter uma mina em operação".
O Peru, onde chegou em 2003 com a aquisição da refinaria de zinco Cajamarquilla, tem o segundo maior orçamento de exploração da VM - R$ 24 milhões. Esse valor é aplicado em 21 projetos, com destaque para Bongará, no norte, numa joint venture com a Solitário, do Canadá. A expectativa é ter uma mina de zinco, de 50 mil toneladas, em 2012. Na região central do país, em outras parcerias, pesquisa as reservas de Shalipayco e Santander. No país, também é dono de 25% da Milpo.
Para a Colômbia, onde comprou a Acerías Paz del Río no ano passado, foram destinados R$ 10 milhões para "garimpar" cobre, zinco e chumbo. Outra verba, a cargo da siderúrgica, de US$ 12 milhões, está sendo aplicada para dimensionar, até 2009, sua jazida de carvão.
Com receita líquida de R$ 6,6 bilhões no passado, distribuída entre zinco, níquel e aço, a VM, com a aquisição da US Zinc em 2007, entrou na China e se tornou a terceira produtora mundial de zinco.

 
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