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Brasil melhora IDH, mas cai no ranking

PNUD Brasília, 09/11/2006
Brasil melhora IDH, mas cai no ranking
Índice de Desenvolvimento Humano subiu entre 2003 e 2004, mas
o país recuou uma posição no ranking mundial, de 68º para 69º
O IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Brasil melhorou entre 2003 e 2004, mas o país recuou uma posição no ranking mundial de desenvolvimento humano — caiu de 68º para 69º numa lista de 177 países e territórios, aponta o Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH) 2006 2006, divulgado nesta quinta-feira pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento). Como o estudo usa indicadores e metodologias que foram revisados e aperfeiçoados pelas fontes produtoras dos dados, o IDH não pode ser comparado aos dos Relatórios anteriores. Porém, a fim de possibilitar que sejam verificadas tendências no desenvolvimento humano, o RDH 2006 usou as novas séries estatísticas não só para calcular o IDH de 2004, mas também para recalcular o IDH de 2003 e de outros seis anos de referência: 1975, 1980, 1985, 1990, 1995 e 2000. Assim, o ranking do RDH 2005 foi refeito com base na nova metodologia e em dados mais recentes, o que pôs o país em 68º lugar. Como ele foi ultrapassado por Belarus (antiga Bielo-Rússia), agora ocupa a 69º posição. Os Relatórios sempre se referem ao IDH de dois anos antes.
O IDH é a síntese de quatro indicadores: PIB (Produto Interno Bruto) per capita, expectativa de vida, taxa de alfabetização de pessoas com 15 anos ou mais de idade e taxa de matrícula bruta nos três níveis de ensino (relação entre a população em idade escolar e o número de pessoas matriculadas no ensino fundamental, médio e superior). Do relatório de 2005 para o de 2006, a principal mudança no cálculo do IDH ocorreu nesse último indicador. Em edições anteriores, os dados de 32 países (como Brasil, Argentina, Reino Unido e Suécia) incluíam os números dos programas de educação para adultos. Agora, esses dados foram excluídos, para tornar mais precisas as comparações com outros países.
Apesar dessa mudança, o IDH brasileiro cresceu: passou de 0,788 em 2003 para 0,792 em 2004, resultado que mantém o país entre as 83 nações de médio desenvolvimento humano (IDH entre 0,500 e 0,799), fora, portanto, do grupo de 63 nações de alto desenvolvimento humano, que tem a Noruega no topo pelo sexto ano consecutivo (IDH de 0,965).
No ranking, o Brasil aparece logo abaixo da ilha caribenha de Dominica (0,793), e logo acima da Colômbia (0,790); 13 países da América Latina e do Caribe têm desempenho superior ao brasileiro, entre eles México (53º no ranking, IDH de 0,821), Cuba (50º no ranking, IDH de 0,826), Uruguai (43º no ranking, IDH de 0,851), Chile (38º no ranking, IDH de 0,859) e Argentina (36º no ranking, IDH de 0,863). Outras 17 nações da região ficam abaixo do Brasil no ranking, como Venezuela (72º, IDH de 0,784), Peru (82º, IDH de 0,767), Paraguai (91º, IDH de 0,757), Jamaica (104º, IDH de 0,724) e Haiti, o pior da América Latina e do Caribe (154º, IDH de 0,482). No mundo, o índice mais baixo é o de Níger, na África (177º, IDH de 0,311).
Os dados obtidos a partir da metodologia aperfeiçoada apontam que, de 2003 para 2004, o Brasil avançou nas três dimensões do Índice de Desenvolvimento Humano (longevidade, renda e educação). Para medir longevidade, o PNUD usa a esperança de vida ao nascer, que no Brasil subiu de 70,5 para 70,8 anos no período. Ainda assim, esta é a dimensão em que o país se sai pior em comparação ao resto do mundo: é o 84º no ranking global.
Para monitorar o desempenho em educação, o RDH usa dois indicadores: taxa de alfabetização de pessoas com 15 anos ou mais de idade e taxa bruta de matrícula nos três níveis de ensino. No caso do Brasil, as séries estatísticas internacionais apontam que a taxa de alfabetização aumentou de 88,4% para 88,6% (11,4% de analfabetismo, 62º no ranking mundial). A taxa bruta de matrícula estabilizou-se em 85,7% (40º no ranking).
A dimensão renda do IDH é avaliada pelo Produto Interno Bruto per capita, ajustado pela paridade do poder de compra (dólar PPC, método que elimina as diferenças de custo de vida entre os países). De 2003 para 2004, foi o item que mais impulsionou o índice brasileiro: o PIB per capita avançou 3,1% — passou de US$ 7.949 para US$ 8.195. O país está em 64º lugar no ranking de renda, cinco posições acima da colocação no ranking do IDH.
A decomposição do IDH mostra que o Brasil tem um subíndice de renda superior ao da América Latina, mas inferior à média mundial. Em esperança de vida, supera a média global, mas não a latino-americana. Educação é a dimensão em que o Brasil mais se aproxima dos países ricos e mais se distancia da média mundial.

Em comparação com algumas nações da América Latina, o Brasil tinha, em 1975, um Índice de Desenvolvimento Humano superior ao do Peru, mas inferior ao de Colômbia, México e Venezuela. Dez anos depois, mesmo o Peru havia encostado no Brasil. Nos anos seguintes, porém, o país avançou mais rapidamente, de modo que, em 2000, ficava abaixo do México, mas superava os outros três. Essa situação se repetiu em 2004. No final do período, a Venezuela, que na década de 70 tinha o maior IDH entre esses países, só superava o Peru. A Argentina e, a partir da década de 80, o Chile estiveram sempre acima desse grupo.



Uma análise da expansão média anual de alguns países da região mostra que o Brasil teve avanços mais rápidos na segunda metade dos anos 80 e, sobretudo, na segunda metade dos anos 90, mas o progresso foi mais lento no início da década atual. Entre 1975 e 2004, o Brasil ultrapassou a Venezuela e a Colômbia, avançou mais que o México, a Argentina e o Chile, mas ainda não os alcançou, e aumentou a distância em relação ao Peru.



O RDH 2006 também traz o ranking de dois índices derivados do IDH. No Índice de Pobreza Humana (IPH), elaborado desde 1997 e calculado apenas para países em desenvolvimento, o Brasil aparece na 22ª posição num total de 102 territórios, pouco pior que Turquia (21º), Líbano (20º) e Tailândia (19º) e pouco melhor que Suriname (23º), Ilhas Maurício (24º) e Peru (25º). O país em melhor posição é o Uruguai e o pior, Mali (na África). Esse indicador mede a privação em três aspectos: curta duração da vida (calculada como possibilidade de se viver menos de 40 anos), falta de educação elementar (calculada pela taxa de analfabetismo de adultos) e falta de acesso a recursos públicos e privados (calculada pela porcentagem de pessoas sem acesso a serviço de água potável e pela porcentagem de crianças com peso inferior ao recomendado).
Outro indicador derivado do IDH é o Índice de Desenvolvimento Ajustado ao Gênero (IDG), que leva em conta as mesmas dimensões do IDH, mas considera as desigualdades entre homens e mulheres. No ranking com 136 países, o Brasil fica em 55º, logo à frente de Colômbia (56º) e Omã (57º) e logo atrás de Macedônia (54º) e Ilhas Maurício (53º). Assim como na lista do IDH, no IDG o líder é a Noruega e o último colocado, Níger.



 
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