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Equador
Ministro diz que polícia prepara desculpas ao Equador; juíza ordena prisão de 14

A polícia do Equador prepara um pedido público de desculpas ao país, após protagonizar uma revolta que mergulhou o país no caos em 30 de setembro, informa o ministro do Interior, Gustavo Jalkh.

"Há um sentimento de arrependimento na polícia nacional muito forte" sobre os acontecimentos de uma semana atrás, disse Jalkh à emissora Rádio Quito. Ele disse que, certamente, o novo comandante dessa força público, Patricio Franco, deve expressar esse arrependimento ao país em breve. "A intenção do comandante geral da polícia nova e seu alto comando é tornar público o sentimento real de desculpas."

O motim policial da quinta-feira passada (30) começou com um protesto contra um corte em seus benefícios econômicos, e terminou num sangrento confronto com militares que intervieram para resgatar o presidente Rafael Correa.

Jalkh opinou que esse sentimento "não foi expresso, talvez, com a dimensão e o perfil público" que deveria ter atualmente, devido ao grande volume de trabalho que o comando policial tem tido com a reorganização interna.

De todo modo, os representantes do alto comando "vão fazer isso, sem dúvida, nos próximos dias", reiterou Jalkh, após afirmar que "a polícia tem que se reencontrar com a sociedade".

Nesta sexta-feira, está previsto terminar o estado de exceção declarado há uma semana, pelo qual os militares assumiram tarefas da polícia.

REUNIÃO

O comando da polícia nacional e a cúpula das Forças Armadas do Equador se reuniram hoje em Quito pela primeira vez desde o levante.

Patricio Franco, o novo comandante geral da polícia nacional, descreveu a reunião como "um cumprimento afetuoso de instituições que garantem a segurança do país".

Já o chefe do Comando Conjunto das Forças Armadas, Ernesto González, disse que no encontro foi discutida a coordenação "do funcionamento das duas instituições".

Além de González, participaram o comandante da Força Aérea, Leonardo Barreiro, do Exército, Patricio Cárdenas, e da Marinha, Alan Molestina.

A reunião foi no comando geral da polícia, no centro-norte da capital, e durou cerca de uma hora e meia.

"Foi uma reunião das muitas que temos programadas para tratar de assuntos que convêm às duas instituições, a respeito das funções que realizam todas e cada uma das instituições", disse Franco.

O governo substituiu todos os chefes da polícia após o levante, e nomeou Franco para dirigir o grupo.

PRISÕES

Uma juíza ordenou nesta quinta-feira a prisão preventiva de 14 policiais, incluindo o coronel Rolando Tapia, chefe de escolta do Congresso, além do ex-militar e político Fidel Araujo, próximo ao ex-presidente Lucio Gutiérrez.

Durante uma audiência para formulação de acusações, a juíza também substituiu a prisão de 20 agentes por medidas alternativas, e deixou dois livres sem imputação de crime, segundo a promotoria.

Outros 11 agentes estão foragidos desde terça-feira, quando a promotoria ordenou a prisão de um total de 46.

Os policiais e Araujo --acusado de incitar a revolta-- ficarão detidos durante os três meses em que dura a instrução da promotoria, explicou o promotor Marco Freire.

Fonte: Folha de SP - Acesso em 08/10/2010

 
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