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Equador
Entenda a crise gerada pelos violentos protestos no Equador

Fonte: Folha de S.Paulo/ UOL, 30/09/2010. Acesso em 04/10/2010. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/807259-entenda-a-crise-gerada-pelos-violentos-protestos-no-equador.shtml


O governo do Equador decretou nesta quinta-feira o estado de exceção em todo o território nacional e delegou a segurança interna e externa do país às Forças Armadas como reação ao amplo protesto de policiais e de parte dos militares contra o governo. As manifestações foram motivadas por uma proposta do governo que reduz benefícios salariais das forças de segurança e que está em votação no Congresso.

O estado de exceção pode ser decretado pelo líder de um país em situações de emergência. A medida extrema inclui a suspensão temporária das garantias constitucionais, a possibilidade de decretar o toque de recolher e dá às Forças Armadas amplos direitos --como o de voz de prisão-- para garantir a segurança nacional.

ENTENDA A CRISE

O estado de exceção foi decretado após centenas de agentes de segurança terem ido às ruas em violentos protestos contra as medidas do presidente Rafael Correa que buscam diminuir os benefícios de policiais e militares.

Em poucas horas a situação no país tornou-se instável, quando cerca de 120 militares teriam se juntado aos centenas de policiais nas manifestações, fechando o aeroporto internacional de Quito.

Ferido, o presidente foi internado num hospital no centro de Quito, e pouco depois o prédio foi cercado pelos manifestantes.

A escalada de violência levou a OEA (Organização dos Estados Americanos) a convocar uma reunião de emergência e o secretário-geral da Unasul (União das Nações Sul-Americanas) afirmou que a "América do Sul não pode tolerar mais" situações deste tipo.

CONGRESSO

Correa despertou a fúria de centenas de policiais equatorianos ao tentar aprovar no Congresso nacional uma série de medidas que visam reduzir benefícios e promoções, o que impactaria diretamente nos salários dos agentes.

Mais cedo nesta quinta-feira (30), o presidente afirmou que poderia dissolver o Congresso e convocar eleições antecipadas caso os parlamentares não aprovassem suas medidas.

A ministra para a Política, Doris Solís, tornou pública a intenção de Correa, justificada com a "morte cruzada", um mecanismo constitucional que determina a dissolução do Congresso e a convocação de eleições gerais em alguns casos específicos: obstrução pelos congressistas do plano de desenvolvimento, grave crise política ou comoção interna.

"A 'morte cruzada' é uma das possibilidades. Nós estamos em um projeto de mudança, precisamos construir leis de consenso", disse a ministra à imprensa.

Horas depois o país vivenciou o início de fortes protestos.

TENSÃO

Tentando conter o clima de tensão, Correa fez aparições públicas em que tentou conter o clima de tensão, mas os inflamados discursos apenas agravaram ainda mais a delicada situação de segurança vivida na capital.

O líder disse que os policiais "são um grupo de bandidos ingratos" e os desafiou a matá-lo.

O chefe das Forças Armadas, o general Ernesto González, manifestou apoio integral ao presidente e reiterou que ele é autoridade máxima do país, embora um reduzido grupo de militares tenha se juntado aos policiais, de acordo com a imprensa local.

Os cerca de 150 membros da Força Aérea Equatoriana (FAE) tomaram o aeroporto internacional de Quito. "Cerca de 150 efetivos da Força Aérea Equatoriana tomaram a pista do aeroporto Marechal Sucre e também a rua na entrada", afirmou à rádio Quito o porta-voz da empresa administradora Quiport, Luis Galárraga.

Além dos distúrbios nas ruas da capital, Quito, e no aeroporto internacional, agentes também protestam em outros quartéis de Guayaquil (sudoeste) e Cuenca (sul), segundo informes policiais.

DESESTABILIZAÇÃO

O ministro coordenador de Segurança Interna e Externa equatoriano, Miguel Carvajal, afirmou que a situação é "delicada" e que os protestos constituem um processo de "desestabilização do governo e da democracia".

Correa advertiu aos policiais que não cederá ante os protestos da polícia. "Não darei nenhum passo atrás. Se quiserem, tomem os quartéis, se quiserem deixar a cidadania indefesa e se quiserem trair sua missão de policiais", afirmou Correa em uma acalorado discurso ante dezenas de militares que tomaram o principal regimento de Quito.

 
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